sábado, 15 de outubro de 2016

EU TENHO UM SUPERPODER EU ENSINO QUAL É O SEU?

ESTE TEXTO É UMA HOMENAGEM A TODOS OS PROFESSORES E PROFESSORAS DESTE BRASIL EM ESPECIAL AOS MEUS COLEGAS PROFESSORES DAS ESCOLAS AS QUAIS TRABALHO: E.E.E.M.EUGÊNIO KORSACK- LAJEADO DO BUGRE, RS,  E.M.E.F. 30 DE NOVEMBRO E E.M.E.F. PADRE ROQUE GONZALES- JABOTICABA, RS, QUE ASSIM COMO EU FAZEM ESFORÇO INFIMO PARA MEDIAR O CONHECIMENTO E PODER LEVAR PARA NOSSOS ALUNOS UM POUCO MAIS DE ESPERANÇA DE UM PAÍS MELHOR.
SAÚDO A TODOS. PARABÉNS!!!.


            Esta é a história de Luci, uma menina sonhadora. Desde muito cedo despertou nela a vontade de transformar o mundo e assim foi crescendo cheia de vontades, cheia de desejos. Não podia ver nenhuma injustiça que uma “luzinha” acendia dentro dela e a menina se transformava. Mesmo que não manifestasse, pois era tímida, o seu coração gritava e isso a inquietava. Assim ela era, desde pequena, sempre acreditando que um dia teria força para mudar o mundo, mudar as coisas erradas. Luci sonhava em ter um superpoder.
            Assim cresceu aquela doce criança. Luci era franzina, de poucas amizades, nunca viajara ou passara férias em algum lugar diferente. Suas brincadeiras preferidas era rabiscar com o giz que ganhara de sua professora da segunda série nas paredes do galpão que havia na residência onde morava com sua família. Todas as tardes depois de lavar a louça para sua mãe a menina se deslocava até o galpão para brincar. Ela era a professora e suas amiguinhas virtuais, ops!, virtuais não! Invisíveis, eram suas alunas. Luci brincava de ensinar, imaginava ter um superpoder. Ali durante horas ela conversava, explicava e colocava suas ideias sobre os assuntos que não achava correto.
            O que mais Luci gostava era de brincar de ensinar e também de estudar. Cresceu ouvindo seu pai lhe aconselhar sobre a importância dos estudos na vida. O pai de Luci sempre foi um homem muito sério, desconfiado, honesto e muito trabalhador, estudou pouco, mas possuía uma mente muito sábia. Já a mãe sempre foi muito simples, generosa, dedicada aos filhos e ao marido. Uma mulher de muita fé, firme em seus passos, a qual a família não possuía horizonte sem ela. Enfim, para a pequena Luci seu pai e sua mãe foram sempre seu maior exemplo de vida.
            O tempo foi passando e Luci foi crescendo. Sua infância foi muito bonita e saudável. Brincava no meio do arvoredo, subia em um pé de pitangueira até as pontas dos galhos para alcançar as frutas maiores e vermelhas e rabiscava as paredes do galpão com seu giz. Chegou um dia que já não havia mais lugar nas paredes para escrever, pois tudo o que ela escrevia ficava lá, marcado nas tábuas.
            Aos poucos a arte de brincar de ensinar foi ficando para trás. A menina sonhadora cresceu. Veio à adolescência, sempre marcada pela grande vontade de mudar o que estava errado, apesar de já entender que nem tudo poderia ser mudado.
            Há alguns dias atrás tive noticias daquela garotinha cheia de esperanças. Fiquei sabendo que vive em uma pequena cidade do interior. Com muito esforço se formou em uma faculdade há alguns anos.
             Disseram-me que continua dedicada e ainda com grande vontade de transformar. Com sonhos na mente e no coração, vai tentando semear em cada criança, em cada adolescente e jovem com quem tem contato diariamente, a esperança de um mundo cheio de amor e menos injustiças. Desta vez, me contaram que as crianças não são mais invisíveis, como nas suas brincadeiras de infância, mas pessoas de verdade. A menina possui a sala cheia de alunos e alunas que a escutam com admiração.
            Contaram-me ainda, que Luci muitas vezes pensou em desistir, mas aquela “luzinha” é, aquela “luzinha”, do tempo que brincava de ensinar, ainda esta viva dentro dela e que continua mais forte, mais determinada, cheia de vontades e o mais importante que ela possui um superpoder! Veja! Ela possui um superpoder! É! Lembra que no começo desta história te contei que Luci queria ter um superpoder, pois então, dizem por ai que a menina conseguiu, bem... penso que nem ela mesma sabia que iria conseguir... Então... Pois é... Luci é Professora, é... isso mesmo. Luci tem um superpoder- o de ensinar. E você? Já parou para pensar que a arte de ensinar, que ser Professor, ser Professora é a profissão mais poderosa que existe? Sim, eu já parei. E se você ainda não reconhece isso, por favor, observe ao seu redor e me diga se alguém neste mundo consegue se formar em alguma coisa sem antes passar pelas mãos de um Professor (a). Eu fiz essa reflexão e hoje tenho certeza que ser Professor é ter Superpoder.
            Áh! Também me contaram, não posso dizer quem, pois prometi segredo, que além da professora Luci tem outras superpoderosas (os) nas escolas que ela leciona. Há outras grandes mulheres e homens com superpoder e que diariamente atacam seus alunos plantando na mente e no coração mais amor, mais esperanças e o desejo de transformar o mundo.

            Obrigada a você por tirar um tempo para ler esta singela história.

 LUCIMARA DE CASTRO BUENO.

2 comentários:

  1. Lindo texto! Ainda bem que as vezes em que a menina pensou em desistir passaram!!!! Ufa! Os alunos da menina Luci teriam perdido uma ótima semeadora de sonhos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Caci, é verdade ...acredito muito que através da educação é que vamos ter um mundo melhor, é uma pena que muitas pessoas não conseguem visualizar isso.

      Excluir