“...
A infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias. Se for
esburacado demais vamos tropeçar mais, cair com facilidade e quebrar a cara o
que pode até ser saudável, pois nos dará chance de reconstruirmos nosso rosto.
Quem sabe um rosto mais autêntico. Mas às vezes ficaremos paralisados...” ( Lya
Luft- Perdas e ganhos, p. 26)
Refletir
sobre nossas práticas pedagógicas é o objetivo do presente texto, a partir do
excerto de Lya Luft, abordo o tema “infância” em homenagem ao Dia das Crianças
e aproveito para também homenagear “Nossa protetora brasileira, nossa Senhora
Aparecida”, que interceda por todas as crianças deste nosso Brasil, lhes
transmitindo muita segurança em seus passos e sabedoria para saber aonde pisar.
Hoje
dia 12 de outubro de 2016, ouço a chuva cair de leve em meu telhado, os
passarinhos em coro cantam empoleirados nas árvores ao redor de casa e eu
aproveito para curtir tudo isso, enquanto escrevo estas linhas singelas,
refletindo sobre o papel da família, do pai ou mãe, de um só ou dos dois juntos
e do professor/professora nos primeiros anos de vida de uma criança.
Certamente
a infância de qualquer pessoa reflete na vida adulta, por isso a família muito
antes da escola, pois é o primeiro contato da criança, tem que saber como
educar. Penso que toda mulher e todo homem deveria realizar um curso para
aprender como lidar, ou melhor, como educar uma criança, (só assim poderíamos
quem sabe, dizer que acertamos ou erramos com nossos filhos), pois afinal
quando não se é planejado (a maioria não é), não se sabe quando uma mulher ou
um homem será mãe e/ou pai. Diferentemente da professora, do professor que para
trabalhar com crianças em uma escola é necessário curso superior em Pedagogia,
eu disse Pedagogia..., não “notório saber” (como querem alguns políticos);
notório saber possui aquela mulher ou aquele homem que acabei de descrever...
aquele ou aquela que precisa realizar, se fosse possível, um curso para
aprender ser pai ou ser mãe, uma vez que a criança não nasce com manual de
instrução.
Pois
então, a infância é o que se leva para o resto da vida, tudo aquilo que a
criança aprende nesta época ficará gravado de alguma maneira no seu caráter.
Por isso, ser superprotetora poderá levar esta criança para um mundo cheio de
tropeços, de ilusões, de inseguranças. É o que se percebe hoje, muitas mães
protegendo demais seus filhos, suas filhas, de certa maneira com alguma razão,
porque nossa sociedade está tão violenta que já não se consegue caminhar
tranquilamente pela rua, isso certamente está formando uma geração cheia de
medos, de incertezas.
O
que se sonha para todas as crianças, e é o que lutamos a cada dia em nossa
profissão de Professor, é um mundo cheio de certezas, o qual as crianças possam
pisar em chão firme sabendo o que está fazendo e se este chão for esburacado e
ela cair, que saiba levantar limpar as feridas, erguer a “cabecinha” e siga em
frente, construindo seu próprio pensar. Que ela olhe para o mundo, para o
horizonte (se enxergar), e tenha um posicionamento consciente, critico e
construtivo daquilo que se passa; mesmo que muitas e muitas vezes fiquem paralisadas.
Bom dia a você que tirou um tempinho para esta leitura. Nossa senhora Aparecida lhe proteja.
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