terça-feira, 11 de outubro de 2016

O BOM PROFESSOR E SUA PRÁTICA

       O artigo descrito abaixo foi escrito a partir da leitura do texto: O bom professor e sua prática de Maria Isabel da Cunha, espero poder contribuir com sua leitura e o faça refletir sobre o verdadeiro papel do bom professor.


A leitura realizada possibilitou (perceber) reafirmar o entendimento de que o professor exerce um papel relevante no contexto escolar. É certo afirmar que não se faz escola sem professor, também é certo dizer que nem sempre o papel do bom professor é considerado tão importante quanto é e que sua pratica muitas vezes é permeada pelas relações de poder existente na sociedade que são ao mesmo tempo, causa e consequência da realidade escolar.
Como ressalta Cunha (2000 p. 27):

A importância e significado do papel do professor não dependem exclusivamente dele. Compreendendo a escola como uma instituição social, reconhece-se que o seu valor será atribuído pela sociedade que a produz. Reconhece-se, também, que a importância do papel do professor varia em função dos valores e interesse que caracterizam uma sociedade em determinada época.

Desta maneira, considera-se de suma importância a formação destes profissionais para o enfrentamento desta atual sociedade que reconhece outros valores como fundamentais, para que a ação de ensinar e aprender não se torne de pouco interesse aos estudantes. É preciso que o professor, o bom professor, que é o sujeito aqui em debate tenha consciência de que sua formação proporcionará aos aprendizes  a oportunidade de serem sujeitos construtores da sua própria história. O bom professor se preocupa com o que ensina e busca cada vez mais a sua formação, de tal maneira que procura formar sujeitos em sua totalidade problematizando as suas relações com a sociedade em que estão inseridos.
Por outro lado, o bom professor enfrenta em seu cotidiano uma série de impasses que dificulta o seu desempenho como professor, pois a realidade educacional brasileira não é positiva, o que impede, portanto que a sua prática pedagógica muitas vezes obtenha êxito e ele, o bom professor, seja visto como bom professor.
Segundo a pesquisa realizada por Cunha (2000), a prática pedagógica do professor esta determinada basicamente nas relações que o professor estabelece com o ser e o sentir, entra aqui o prazer de dar aula, o entusiasmo, a exigência, princípios e valores; nas relações que estabelece com o saber também deve ser considerada, pois nesta está focada aquilo que o professor irá ensinar a relação teoria e prática, a linguagem e a produção do conhecimento. E a outra relação descrita por Cunha (2000) é a relação que o professor estabelece com o fazer, nesta está incluída o seu planejamento, métodos, objetivos, a motivação do aluno e avaliação.
Desta forma torna-se evidente que para que o professor realize  a sua prática pedagógica com o prazer e entusiasmo ele precisa primeiro gostar de ser professor, caso contrário nunca irá desempenhar a sua tarefa com êxito e com isso também deixará de cobrar de seus alunos os valores que devem ser cobrados no ambiente escolar, em sala de aula. Também é claro que apenas gostar do que faz não é suficiente para realizar a arte de ensinar com segurança e fazendo-se ser compreendido pelos alunos, obviamente é necessário é conseguir fazer com que os alunos relacionem a teoria à prática, fazendo assim com que o que foi ensinado tenha maior significado ao aluno, pois uma das grandes dificuldade no meio do magistério é fazer relações significativas entre a teoria e prática. Nem sempre o que se teoriza é compreendido na prática para a produção do conhecimento.
Conforme Cunha (2000, p. 114) ao citar (Freire, op. cit., p. 178): Os professores considerados BONS pelos alunos conseguiram compreender que é pela linguagem que o homem assimila, perpetua ou transforma a cultura e que, talvez, seja ela ... “o maior instrumento de mediação entre o homem e a sua realidade social”.
Outro aspecto de grande importância destacada por Cunha (2000) está relacionado com o compromisso do planejar, aqui é claro depende de como cada professor o executa para o bom desenvolvimento de suas aulas. O que importa é ter uma preparação prévia para poder organizar e diagnosticar situações que melhor respondam às expectativas dos alunos.
Certamente se formos verificar de fato, uma relação depende da outra, se o professor não estabelecer todas elas estará deixando a desejar em sala de aula, podendo causar um desconforto e a falta de motivação tanto do professor como pelo aluno quanto ao aprendizado. Sendo assim a concepção de bom professor é vista dentro de uma concepção de educação, de ensino e de aprendizagem. Se essas concepções forem alteradas, o conceito de bom professor será alterado da mesma forma, para que isso não aconteça é preciso que o professor busque formação zelando pela sua boa prática e principalmente pela educação.

LUCIMARA DE CASTRO BUENO


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