O artigo descrito abaixo foi escrito a partir da leitura do texto: O bom professor e sua prática de Maria Isabel da Cunha, espero poder contribuir com sua leitura e o faça refletir sobre o verdadeiro papel do bom professor.
A leitura realizada possibilitou (perceber) reafirmar o entendimento de
que o professor exerce um papel relevante no contexto escolar. É certo afirmar
que não se faz escola sem professor, também é certo dizer que nem sempre o
papel do bom professor é considerado tão importante quanto é e que sua pratica
muitas vezes é permeada pelas relações de poder existente na sociedade que são
ao mesmo tempo, causa e consequência da realidade escolar.
Como ressalta Cunha (2000 p. 27):
A importância e
significado do papel do professor não dependem exclusivamente dele.
Compreendendo a escola como uma instituição social, reconhece-se que o seu
valor será atribuído pela sociedade que a produz. Reconhece-se, também, que a
importância do papel do professor varia em função dos valores e interesse que
caracterizam uma sociedade em determinada época.
Desta maneira, considera-se de suma importância a formação destes
profissionais para o enfrentamento desta atual sociedade que reconhece outros
valores como fundamentais, para que a ação de ensinar e aprender não se torne
de pouco interesse aos estudantes. É preciso que o professor, o bom professor,
que é o sujeito aqui em debate tenha consciência de que sua formação proporcionará
aos aprendizes a oportunidade de serem
sujeitos construtores da sua própria história. O bom professor se preocupa com
o que ensina e busca cada vez mais a sua formação, de tal maneira que procura
formar sujeitos em sua totalidade problematizando as suas relações com a
sociedade em que estão inseridos.
Por outro lado, o bom professor enfrenta em seu cotidiano uma série de
impasses que dificulta o seu desempenho como professor, pois a realidade
educacional brasileira não é positiva, o que impede, portanto que a sua prática
pedagógica muitas vezes obtenha êxito e ele, o bom professor, seja visto como
bom professor.
Segundo a pesquisa realizada por Cunha (2000), a prática pedagógica do
professor esta determinada basicamente nas relações que o professor estabelece
com o ser e o sentir, entra aqui o prazer de dar aula, o entusiasmo, a
exigência, princípios e valores; nas relações que estabelece com o saber também
deve ser considerada, pois nesta está focada aquilo que o professor irá ensinar
a relação teoria e prática, a linguagem e a produção do conhecimento. E a outra
relação descrita por Cunha (2000) é a relação que o professor estabelece com o
fazer, nesta está incluída o seu planejamento, métodos, objetivos, a motivação
do aluno e avaliação.
Desta forma torna-se evidente que para que o professor realize a sua prática pedagógica com o prazer e
entusiasmo ele precisa primeiro gostar de ser professor, caso contrário nunca
irá desempenhar a sua tarefa com êxito e com isso também deixará de cobrar de
seus alunos os valores que devem ser cobrados no ambiente escolar, em sala de
aula. Também é claro que apenas gostar do que faz não é suficiente para
realizar a arte de ensinar com segurança e fazendo-se ser compreendido pelos
alunos, obviamente é necessário é conseguir fazer com que os alunos relacionem
a teoria à prática, fazendo assim com que o que foi ensinado tenha maior
significado ao aluno, pois uma das grandes dificuldade no meio do magistério é
fazer relações significativas entre a teoria e prática. Nem sempre o que se
teoriza é compreendido na prática para a produção do conhecimento.
Conforme Cunha (2000, p. 114) ao citar (Freire, op. cit., p. 178): Os
professores considerados BONS pelos alunos conseguiram compreender que é pela
linguagem que o homem assimila, perpetua ou transforma a cultura e que, talvez,
seja ela ... “o maior instrumento de mediação entre o homem e a sua realidade
social”.
Outro aspecto de grande importância destacada por Cunha (2000) está
relacionado com o compromisso do planejar, aqui é claro depende de como cada
professor o executa para o bom desenvolvimento de suas aulas. O que importa é
ter uma preparação prévia para poder organizar e diagnosticar situações que
melhor respondam às expectativas dos alunos.
Certamente se formos verificar de fato, uma relação depende da outra, se
o professor não estabelecer todas elas estará deixando a desejar em sala de
aula, podendo causar um desconforto e a falta de motivação tanto do professor
como pelo aluno quanto ao aprendizado. Sendo assim a concepção de bom professor
é vista dentro de uma concepção de educação, de ensino e de aprendizagem. Se
essas concepções forem alteradas, o conceito de bom professor será alterado da
mesma forma, para que isso não aconteça é preciso que o professor busque formação
zelando pela sua boa prática e principalmente pela educação.
LUCIMARA DE CASTRO BUENO
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