quinta-feira, 17 de novembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
PLANEJAMENTO
v PLANEJAMENTO
v PROFESSORA LUCIMARA DE CASTRO BUENO
Ø FILME:
Forrest Gump- O contador de história
O filme começa com uma pena caindo
aos pés de Forrest Gump, sentado numa parada de ônibus em Savannah, na Georgia. Forrest pega a
pena e coloca-a dentro de um livro, e então começa a contar a história de sua
vida a uma mulher sentada próxima a ele. Os ouvintes na parada de ônibus
variam.
Forrest mostra ter muito de sua vida
ensinado por sua mãe. Forrest frequentemente repete suas frases favoritas, incluindo
"A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai
encontrar" e "Idiota é quem faz idiotice". Outras pessoas que
têm papéis importantes na vida de Forrest são Jenny Curran, uma amiga de
infância que é sexualmente abusada por seu pai; Benjamin Buford
"Bubba" Blue, um jovem negro pescador de camarões que serve junto com
Forrest na Guerra
do Vietnã e
sabe "tudo que se pode saber sobre camarões"; e o Tenente Dan Taylor,
que é o comandante da unidade onde Forrest e Bubba servem; Alguns anos após o
encerramento da guerra, Forrest propõe o casamento a Jenny. Ela recusa. Mais
tarde aquela noite eles fariam sexo. Na manhã seguinte ela iria embora. Para
compensar o vazio em seu coração, Forrest corre através dos Estados Unidos por três anos e meio.
Ele é chamado de "um jardineiro de Greenbow, Alabama",
em noticiários sobre suas corridas.
Forrest está esperando o ônibus
porque em 30 de março de 1981, ele recebeu uma carta de Jenny que, após vê-lo
na televisão, convida-o para visitá-la. Forrest mostra a carta de Jenny a uma
das ouvintes, uma paciente senhora idosa que mesmo após perder seu ônibus
continuava a ouvi-lo; ela conta a ele que para chegar ao endereço da carta não
é necessário pegar o ônibus, uma curta caminhada basta. Ele agradece a senhora
e imediatamente começa a correr. Uma vez que ele encontra Jenny e seu jovem
filho, Jenny conta a ele que o garoto é chamado Forrest, assim como o pai dele.
Primeiramente ele pensa que ele é filho de um outro homem chamado Forrest, mas depois ela
confirma que o filho é realmente dele. Ela também conta a Forrest que está
infectada com um vírus (que pode ser o vírus da AIDS). Juntos, os três se mudam para Greenbow,
onde Jenny e Forrest finalmente se casam, mas o casamento dura pouco por causa
da morte de Jenny "numa manhã de sábado" segundo Forrest. Sua lápide
dá a data de 22 de março de 1982 (na verdade o dia 22 de março de 1982 foi uma
segunda-feira, não um sábado).
O filme termina com Forrest levando
seu filho a um ônibus escolar; com a aproximação do ônibus, o pai pega o livro
que sua mãe lia para ele, e deixa cair uma pena, que havia aparecido no início
do filme; então, sem perceber isso, Forrest devolve o livro à mochila do filho
e pondera sobre dizer algo ao seu filho, mas decide de última hora não dizer
(provavelmente diria algo sobre não dar importância se alguém zombasse dele na
escola, mas deve ter lembrado que devido ao fato dele mesmo ter sido zombado na
época de escola, acabou conhecendo Jenny). Então pai e filho dizem que se amam.
A pena no livro de Forrest é levada pelo vento, e flutua ao céu, como no início
do filme.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forrest_Gump
Ø DISCIPLINA: Ensino Religioso, História e Língua Portuguesa.
Ø TURMAS: 9º ano e Ensino
médio
DADOS DA AULA:
Ø O
que o aluno poderá aprender com esta aula?
A
partir da aula aqui proposta espera-se que os alunos sejam capazes de:
·
Refletir sobre a importância do estímulo da
família e da escola;
·
Refletir sobre as diferenças existentes entre
as pessoas, a fim de conscientizar-se de que o respeito é necessário;
·
Perceber que o filme Forrest Gump, trás uma
visão de mundo e que insere figuras históricas;
·
Perceber que o filme influencia a cultura
popular e relata alguns eventos históricos mais notórios da segunda metade do
séc. XX;
·
Refletir sobre os problemas sociais abordados
na história e o quanto influencia as pessoas:
§ O
preconceito de alguma deficiência física ou mental;
§ O
racismo;
§ Abuso
sexual;
§ Querra
e paz;
§ HIV
§ Violência
contra a mulher;
§ Drogas
Ø DURAÇÃO DAS ATIVIDADES: 6
aulas aproximadamente
Ø RECURSOS:
data show, TV, Vídeo, caixa de bombom.
Ø ESTRATÉGIAS:
1º
AULA:
·
Levar uma caixa de bombons e pedir para cada
um pegar um doce, logo em seguida realizar uma conversa, pedir para que cada um
descreva o seu bombom:
·
De que sabor é?
·
Que cor ele tem?
·
Se é o que mais gosta ou não?
·
Se gostaria de ter pego outro sabor? (se a
resposta for afirmativa deixar que realizem a troca de bombons)
·
Em seguida solicitar que os alunos descrevam
sobre a atividade relacionando com a vida de cada um.
2º,
3º, 4º AULA:
·
Passar o filme Forrest Gump- O contador de
histórias- (o filme tem duração aproximadamente de 142 min.).
5º, 6º AULA:
·
Após assistir ao filme:
·
Realizar um comentário, deixando os alunos
falarem sobre a história levando-os a refletir sobre a vida, sobre os
acontecimentos, os problemas sociais presentes na história;
·
Para finalizar solicitar aos alunos que
respondam aos questionamentos por escrito:
·
Descreva alguma lembrança de sua infância.
·
Comente com suas palavras a frase: “a vida é
uma caixa de bombons”- (você nunca sabe o que vai encontrar).
·
Apontar um sinal máximo de superação (clímax)
que acontece na história.
·
O que é ser “melhor amigo”? Você faria o Gump
fez para socorrer um amigo?
·
Descreva três problemas sociais apresentado
na história que esta sendo muito debatido na atualidade.
·
Escolha um dos temas e produza uma
dissertação-argumentativa.
ENTRE A CAUTELA E O ÍMPETO: ESCOLA EM DESCOMPASSO
Refletir sobre nossa prática na
educação é o objetivo deste artigo, assim é necessário dizer que a educação
precisa urgentemente de um novo olhar, de ser tratada com carinho e
comprometimento tanto de quem faz educação quanto de quem gesta a educação- (no
meio político).
Para que a educação dê certo é
preciso que todos os envolvidos se comprometam em fazer dar certo. É preciso
que todos se comprometam em fazer dar certo. É preciso repensar a maneira de
fazer educação e certamente tomar atitudes para transformar velhos paradigmas
que ainda estão inseridos na memória de alguns professores que ainda não
acostumaram com o “novo” e acabam repetindo o modelo passado com aprendizes
modernos. Desta maneira se frustra e não percebe que deve mudar, não percebe
que está diante de uma geração pós- moderna que exige muito mais do que aquele
professor, aquela professora está propondo.
Trazendo um refrão da música de Lulu
Santos, que vêm ao encontro desta reflexão sobre a educação: “ ... Tudo que se
vê não é igual ao que a gente viu a há um segundo. Tudo muda o tempo todo...”.
Na educação, assim como em todas as profissões, mas especialmente e
principalmente na área da educação é necessário perceber que o tempo muda em
uma velocidade incrível e que as pessoas que trabalham com educação devem se
mexer, devem alterar a maneira de fazer educação. Certamente que esse novo
processo deverá ser muito bem planejado, muito bem organizado, buscando sempre
os objetivos a serem alcançados. Não se pode mudar somente porque o tempo
mudou. Deve haver cautela entre os envolvidos para não perecer no meio do
caminho. Podemos avaliar isso no
pensamento de Cortella:
Muitas pessoas, tendo em
vista a obrigação de ter de se arrumar, ter de se mexer, ter de alterar o modo
como fazem e pensam as coisas, supõe que a partida talvez ainda possa ser
adiada, que a hora de mudar possa ser deixada para outro momento. Esta cautela
imobilizadora é extremamente negativa, porque a pessoa continua do jeito que
estava quando tudo à sua volta exige uma alteração. Não se trata de mudar tudo,
mas mudar o que precisa ser mudado. E mudar o que precisa ser mudado exige uma
atitude, que é ter cautela, isto é, de não fazer as coisas de maneira
atabalhoada, destituída de critérios. (Cortella, p. 14).
No
entanto, Cortella quer nos dizer com “cautela imobilizadora” que como
educadores comprometidos com o processo ensino aprendizagem que não permitamos
ficarmos imobilizados muito menos imobilizar quem está ao nosso redor.
Ao contrário disso, como ele próprio
cita em seu texto, Paulo Freire considera que ter cautela requer paciência, que
se define em: histórica, pedagógica e afetiva, nenhuma delas se rende a cautela
imobilizadora.
Assim sendo, a paciência histórica,
seguindo o pensamento freireano, é a capacidade de perceber que as coisas têm
um momento. Para Freire: “Se você não fizer o que hoje pode ser feito, e tentar
fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente fará amanhã o que deixou
de fazer, porque as condições se alteram”. (IN: Cortella p. 15).
A paciência pedagógica é a
capacidade de perceber que cada indivíduo possui processos diferentes de
aprendizagem e de ensino, já a paciência afetiva, corresponde ao jeito como as
pessoas se tratam ou são tratadas, é um processo que faz parte do ato
pedagógico, é necessária e assume o papel de olhar a outra pessoa com carinho e
respeito.
Portanto, como é fácil perceber as
três formas de paciência descrita se distância da cautela imobilizadora, pois
cautela é aquela que permite a reflexão, de pensar naquilo que será feito, de
analisar, trocar ideias, perceber o que pensa o outro a respeito de tal coisa
ou assunto. Porém, o que se deve ter “cautela” certamente, é em situações
difíceis e graves, neste momento o importante é não imobilizar, ficar estagnado
e não pensar no que fazer ou não “querer” pensar e agir por preguiça ou
acomodação com medo das mudanças. Como lembra Cortella: “espere, eu vou
aguardar um pouco, quem sabe muda a direção, muda o governo, muda o tipo de
aluno e eu posso continuar do jeito que já fazia”.
Este pensamento é o que muito se têm
visto na área da educação, os anos vão passando, os alunos vão e vêm e muitos
professores continuam comas mesmas práticas educativas, com a mesma didática,
pensando estar correto, é possível avaliar que se isso fosse verdadeiro a
educação não estaria enfrentando tantos problemas graves como estamos, neste
caso é necessário que a cautela seja reflexiva (como estamos fazendo neste
momento),e não paralisante.
Cortella nos proporciona refletir
sobre nossas práticas educativas, sobre a cautela imobilizadora, paciência e
ímpeto a partir de exemplos que acontecem no dia a dia das pessoas. Vejamos
alguns:
ü Age
com cautela imobilizadora, aquele professor de anos de carreira que ameaça o
mais novo. Alguém que acabou de se formar e conseguiu um concurso, chega na
escola cheio de ideias, de planejamentos e projetos e de carreira, fala: “calma,
isso ai é só fogo de palha, com o tempo você acostuma, isso não adianta” (ou
coisas parecidas).
ü A
educação também exige coragem: um alpinista que vai fazer uma escalada deverá
realizá-lo com segurança, obviamente. Por isso, crava um apoio e, só quando
está firme, parte para o segundo ponto e sobe mais um pouco.
ü Outro
exemplo em que Cortella nos faz pensar em nossa prática é a situação do soldado
do corpo de bombeiros, numa situação de risco, de sinistro, ele faz o contrário
do que qualquer um de nós faria. Numa situação assim, saímos correndo do local,
já o bombeiro chega ao incêndio e precisa tomar uma atitude, precisa salvar as
pessoas que estão lá. Certamente o profissional precisa ter cautela para entrar
no local sem ser atingido pelos riscos que o cercam ao mesmo tempo deve ter
ímpeto para fazer o que precisa ser feito. Já imaginou se este bombeiro age com
cautela imobilizadora? Certamente jamais exerceria sua profissão, sua missão
com sucesso.
Conforme
Cortella:
O que é necessário para
alguém que lida com vidas humanas? Ter cautela para não perecer e ímpeto para
não paralisar. O mesmo é demandado de um educador ou de uma educadora. Em
situações de mudanças, é preciso equilibrar a cautela e o ímpeto. O risco de um
ímpeto inconsequente quando ações não são planejadas, organizadas
coletivamente- é de se obter um efeito não desejado, ou, pior ainda, de
desmoralizar aquela ação e fazer com que as pessoas fiquem refratárias a
qualquer outro tipo de mudança”. (Cortella pag. 17)
Cortella
completa dizendo: “Hoje pelas mudanças cada vez mais velozes no nosso dia a
dia, nas quais a nossa memória se torna fugaz e a nossa história se torna
rápida, é preciso buscar outro jeito de construir a educação.”
O
processo de se autoavaliar é muito importante na profissão de educador, o que
geralmente não é comum acontecer. A velocidade de comunicação, das relações, de
mudanças de cenário, de conhecimento, de aprendizado está ocorrendo cada dia
mais acelerado, não é possível a escola permanecer resistente a elas.
Cortella
reafirma em mais um de seu exemplo, a ideia de que os tempos são outros, os
alunos não são mais aqueles do nosso tempo em que não perguntávamos por que
tínhamos vergonha. Que é necessário e urgente quebrar os paradigmas que não dão
certos existentes até os dias de hoje. Vejamos:
ü Um
menino que entrou no primeiro ano do ensino fundamental, com idade de 6 anos,
para ser formalmente alfabetizado. Antes de entrar na escola este menino já
assistiu a vários programas de televisão, já acessou a internet centenas de
vezes, já jogou Playstation mil horas e na sala de aula a Professora começa a
alfabetizar dizendo: “a pata nada”. É evidente que este método de ensino não
irá despertar o interesse desta criança em vir para a escola para aprender.
Desta
maneira, Cortella salienta:
“Consequência?
Recusa de muitas e muitos de mudar os caminhos pedagógicos, e essa atitude não
se restringe aos primeiros passos escolares. Em vez de raízes que no passado
nos alimentam âncoras que lá nos acorrentam”. (Cortella, pag.19).
ü A
questão da dúvida, muitos docentes acolhem como sendo perturbadora e muitos
traumatizam os alunos com esta questão. Ao explicar aos seus alunos uma teoria
de física por exemplo, a professora dizia: “Atenção, classe! Os corpos se
atraem na razão direta das suas massas e na razão inversa do quadrado da
distância entre elas. Alguma dúvida?
ü Quando
éramos alunos, nós ficávamos quietos, perguntar ou ter dúvida era feio.
ü Se
um aluno falasse para a professora que não havia entendido ele era zuado pelos
colegas e a explicação era realizada da mesma maneira de antes, porém com
repetição das palavras, dando entonação maior aos vocábulos (uma forma que
intimidava ainda mais as crianças):
-
vou explicar: Os- corpos- se- atraem...
Por
que ela fazia isso? Porque foi dessa forma que lhe ensinaram, e assim foi feito
durante 20, 30 anos. Se propuser a ela que mude o paradigma, ela provavelmente
dirá: “Não, pode deixar, sei o que faço”. Ou ficará em pânico e não encontrará
outra forma de explicar melhor.
Entre
a cautela e o Ímpeto: escola em descompasso. IN: CORTELLA, Mario
Sergio. Educação, escola e docência: novos tempos, novas atitudes. São Paulo:
Cortez, 2014.
LUCIMARA DE CASTRO
BUENO
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